Papa Francisco receberá vítimas de perseguição religiosa

A paquistanesa Asia Bibi, presa há nove anos, e a nigeriana cristã Rebecca Bitrus, prisioneira do terrorista Boko Haram, serão recebidas por Francisco neste sábado, 24

Da redação, com ACN

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Asia Bibi, cristão paquistanesa condenada à morte acusada de blasfêmia / Foto: Arquivo

O Papa Francisco receberá neste sábado, 24, duas vítimas de casos de perseguição religiosa: a nigeriana cristã Rebecca Bitrus, prisioneira do grupo terrorista Boko Haram por dois anos; e o marido e a filha da paquistanesa Asia Bibi, presa há nove anos por blasfêmia e condenada à morte.

Este encontro faz parte do evento em que o Coliseu receberá uma luz vermelha, às 18h (horário de Roma) a fim de recordar o sangue dos mártires cristãos em todo o mundo. Simultaneamente, tanto em Mosul, no Iraque, como em Aleppo, na Síria, outros edifícios simbólicos também serão iluminados em vermelho, assim como o Santuário de Cristo Rei, em Almada, em Portugal ― iniciativa similar e inspirada no que acontece no Rio de Janeiro, onde o Cristo Redentor é iluminado.

“Realmente aprecio esta iniciativa, que é muito relevante neste momento e liga a história passada com a situação atual. Eventos como a iluminação do Coliseu podem abrir os corações e as mentes das pessoas, despertarem seu interesse no tema da liberdade religiosa e encorajá-las a mostrar uma maior solidariedade para com aqueles que sofrem desse jeito”, disse Ján Figel, enviado Especial da União Europeia para a promoção da liberdade religiosa, em apoio à iniciativa organizada pela ACN.

Outras personalidades que participarão do evento são o Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, e o Secretário-Geral da Conferência Episcopal Italiana, Dom Nunzio Galantino.

O objetivo da ACN com esta ação é abrir os olhos do mundo às violações da liberdade religiosa, muitas vezes ignoradas pela comunidade internacional. Uma indiferença igualmente criticada pelo próprio Ján Figel. “Infelizmente, a mídia e os políticos não prestam atenção suficiente a esta situação. Este silêncio e indiferença só podem ajudar aqueles que cometem esses crimes e discriminam ainda mais as vítimas.”

Iniciativa teve início no Brasil

A decisão de iluminar em vermelho grandes monumentos do mundo começou no Brasil, em outubro de 2015, quando a ACN-Brasil trouxe ao país o padre iraquiano Douglas Bazi, que sobreviveu ao sequestro de extremistas islâmicos, e veio ao Rio de Janeiro celebrar uma missa na capela do Cristo Redentor. Após a celebração, o Cristo Redentor foi iluminado em vermelho a fim de chamar a atenção para os refugiados e cristãos perseguidos no mundo, em comunhão com a passagem do Padre Douglas ao Brasil.

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