Migrantes e refugiados: “Proteger, promover e integrar, pede Papa

Neste domingo, 14, Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados, Francisco celebrou uma missa a todos os migrantes, refugiados e requerentes de asilo

Da redação, com Boletim da Santa Sé

Francisco durante celebração deste domingo, 14 /Foto: Reprodução Youtube Vatican News

No Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados, Papa Francisco celebrou na Basílica do Vaticano uma missa em intenção a todos os migrantes, refugiados e requerentes de asilo. “Ele [Deus] nos pede para honrar o fato de que fomos criados como seres únicos e irrepetíveis, todos diferentes uns dos outros e com um papel singular na história do mundo”, relembrou o Santo Padre ao iniciar a homilia deste domingo, 14.

“No evangelho deste domingo – (cf. Jn 1: 35-42) – os dois discípulos de João perguntam a Jesus: ‘Onde moras?’ (V.38), sugerindo que seu julgamento sobre o Mestre de Nazaré depende da resposta a esta questão. A resposta de Jesus é clara: ‘Venha ver!’ (V. 39), e aberto a uma reunião pessoal, que contempla um momento adequado para receber, conhecer e reconhecer o outro”, suscitou Francisco.

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Segundo o pontífice, o convite de Jesus aos discípulos de João por meio da frase “Venha e veja!”, é dirigido a todos, e é um convite para superar o medo para se encontrar com o outro, para recebê-lo, conhecê-lo e reconhecê-lo. “Na mensagem do dia de hoje, escrevi: ‘Todo estranho que bate à nossa porta é uma oportunidade para conhecer Jesus Cristo, que se identifica com o estrangeiro que foi aceito ou rejeitado em todas as épocas (Mt 25, 35.43)’. E para o estranho, o migrante, o refugiado e o requerente de asilo todas as portas da nova terra também são uma oportunidade para conhecer Jesus”, afirmou.

O convite do evangelho é de acordo com o Papa uma oportunidade de estar perto do outro para ver onde e como ele mora. Francisco lembrou que atualmente o chamado para acolher, conhecer e reconhecer significa conhecer e respeitar as leis, a cultura e as tradições dos países dos migrantes e refugiados. Isso, segundo o pontífice, também significa entender os medos e apreensões para o futuro. “Para as comunidades locais, acolher, conhecer e reconhecer significa abrir-se à riqueza da diversidade sem preconceitos, entendendo os potenciais e as esperanças dos recém-chegados, bem como a sua vulnerabilidade e os seus medos”.

Refugiados apresentaram ofertas durante a celebração /Foto: Reprodução Youtube Vatican News

De acordo com o Papa, o verdadeiro encontro com o outro não pára na recepção, mas envolve outras três ações: proteger, promover e integrar. “No verdadeiro encontro com os outros, seremos capazes de reconhecer Jesus Cristo que pede para ser recebido, protegido, promovido e integrado? O encontro com Cristo é a fonte da salvação, uma salvação que deve ser anunciada e trazida a todos”, afirmou o Santo Padre.

A experiência do encontro, segundo Francisco, não é fácil, pois exige o convívio com o diferente, e a compreensão de pensamentos e experiências, o que pode gerar uma realidade de desistência, uma barreira, uma defesa. Segundo o Papa, o medo das comunidades em recepcionar os recém-chegados e dos mesmos quanto aos julgamentos, discriminação e fracassos que estão suscetíveis, é compreensível.

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“Ter dúvidas e medos não é pecado. O pecado é deixar esses medos determinarem nossas respostas, condicionar nossas escolhas, comprometer o respeito e a generosidade, alimentar o ódio e a rejeição. O pecado é renunciar ao encontro com o outro, o encontro com os diferentes, o encontro com os outros, que de fato é uma oportunidade privilegiada para conhecer o Senhor”, apontou o pontífice.

Ao final de sua homilia, o Papa alertou que ao encontrar os pobres, rejeitados, refugiados, requerentes de asilo, encontra-se Jesus, e apontou que a relação das comunidades internacionais com os que se encontram em situação de refúgio deve ser ser de oração recíproca. “Os migrantes e os refugiados devem rezar pelas comunidades locais e as comunidades locais rezarem pelos novos recém-chegados e pelos migrantes mais duradouros”.

Francisco concluiu confiando a realidade e esperanças de todos os migrantes e refugiados do mundo e as aspirações das comunidades que os recebem à intercessão materna de Maria Santíssima. “Que todos aprendamos a amar uns aos outros, o estrangeiro, como nos amamos a nós mesmos”, rogou.

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