A Devoção à São Miguel Arcanjo

Deus exalta os humildes e resiste aos soberbos, dizem as Escrituras Santas. São Miguel foi sempre muito amado e venerado pelo povo de Deus. O senhor o constituiu guarda e protetor da nação israelita, como se lê no profeta Daniel: “Surgirá Miguel, o grande Príncipe, que guardará o teu povo.” (Dan 12, 1) e quando da tomada da cidade de Jericó, São Miguel aparece a Josué e diz-lhe: “Eu sou o chefe dos exércitos do Senhor.” Caindo Josué por terra, exclama: “Que manda o Senhor ao seu servo?” Retorquiu-lhe o Arcanjo:

“Todos os homens de armas marcharão em torno da cidade uma vez por dia, durante seis dias; no sétimo, os sacerdotes seguirão à frente da Arca da Aliança, após o toque das sete trombetas. Logo que o som das trombetas, prolongado e nítido, ressoe aos vossos ouvidos, todo o povo soltará gritos clamorosos, nessa altura as muralhas da cidade desmoronar-se-ão e o povo penetrará nela cada um no lugar à sua frente.”

E ao falar dos séculos futuros e sobretudo do que há de acontecer perto do Juízo Final, o Anjo enviado por Deus ao Profeta Daniel, diz-lhe estas palavras: “Naquele tempo surgirá Miguel, o grande príncipe que protege os filhos do teu povo. Será este um período de angústia tal, que não terá havido outro semelhante desde que existem nações até àquele tempo. Ora dentre a população do teu povo, serão salvos todos os que se encontrarem inscritos no Livro da vida eterna” (Daniel 12).

As intervenções de São Miguel em favor do povo de Deus, quer no Antigo, quer no Novo Testamento, motivaram da parte da Igreja, desde o princípio, uma especial veneração por este Arcanjo que ela sempre considerou e honrou com um culto especial, como guarda e protetor da família divina no seu peregrinar por este Mundo até à casa do Pai. Em documentos oficiais dos Sumos Pontífices e de modo especial no culto litúrgico, Miguel é honrado como protetor e guarda da Igreja e como padroeiro dos agonizantes; também é ele quem introduz as almas dos que deixam este Mundo, junto do Trono de Deus para o julgamento.

A Igreja de que ele é o Protetor e guarda defensor da família divina que somos nós, os cristãos, invoca-o como advogado de defesa na vida e na hora da morte.