A importância de celebrar Pentecostes

No dia de Pentecostes, a páscoa de Cristo completa-se com a efusão do Espirito Santo, revelando plenamente a Santíssima Trindade e, a partir deste dia o abre-se o reino anunciado por Jesus Cristo aos que creem em Cristo, na humildade da carne e na fé – reino recebido como herança mais ainda não consumado. Em pentecostes o Espírito Santo faz o mundo entrar nos ”últimos tempos”, o tempo da igreja, da paz, da oração e da plenitude divina.

“Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6).

No tempo pentecostal nos cristãs somos convidados a professar ao mundo a presença do Espírito Santo e a invocar a efusão d’ Ele para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações. Para tal se faz necessário o entendimento de que na Santíssima Trindade o Espirito Santo é o santificador, aquele que através de seus dons torna o homem mais dócil e disposto a seguir seus impulsos ao socorrer suas fraquezas, logo devemos buscar a santificação, ocupando-nos com tudo que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável e com tudo que há de mais louvável, honroso ou que de qualquer modo mereça louvor.

> Reze conosco a Novena de Pentecostes

Surge dai a importância da solenidade de Pentecostes para a comunidade cristã, uma vez que nela tem inicio a ação evangelizadora que possibilita que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e a salvação mediante ao poder do Espirito Santo de Deus, que possibilita a aquisição da verdadeira luz o Espírito Santo, o alcance da verdadeira fé e o entendimento e adoração da Trindade indivisível, uma vez que, a partir dela é encontrada a salvação.

Tendo isto em vista o Papa Bento XVI nos fala sobre esse processo de reunificação dos povos a através de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o ‘cartão de visita’ da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

Por Márcia Santos, PASCOM