Corpus Christi

Adoremus in Aeternum Sanctissimum Sacramentum

Adoremos eternamente o Santíssimo Sacramento… assim nos convida a cantar uma das mais belas antífonas gregorianas da riquíssima tradição musical da Igreja Católica. Essa antífona nos faz recordar da Solenidade de Corpus Christi, que tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo e sua Presença Real neste Sacramento.

Tal solenidade ocorre numa quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a Última Ceia com seus apóstolos, Jesus ordenou que celebrassem sua memória, comendo o Pão e bebendo o Vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue, sacramento de seu sacrifício na cruz  (Lc 22,15-20).

A celebração desta solenidade teve origem em 1246, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o papa Urbano IV, através da Bula Trasnsiturus de hoc mundo, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Em um destes textos do grande Doutor Angélico se canta: A vista, o tato e o gosto não te alcançam, mas só com o ouvir-te firmemente creio. Creio em tudo o que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade. Na cruz estava oculta somente a tua divindade, mas aqui se esconde também a humanidade. Eu, porém, crendo e confessando ambas, peço-te o que pediu o ladrão arrependido.

A Igreja, desde os seus primórdios sempre, professou a sua fé na Presença Real de Cristo. É edificante ler o testemunho dos primeiros cristãos a respeito deste augustíssimo sacramento. O grande Santo Inácio de Antioquia, do século II, dizia sobre a Eucaristia, que ela era “a Carne de nosso Salvador Jesus Cristo, a qual padeceu por nossos pecados e a qual o Pai ressuscitou por sua benignidade” (Epístola aos Esmirnenses, Cap. VII). São Cirilo de Jerusalém,  comentando os textos evangélicos, especialmente o de Lucas, afirma: “Havendo Cristo declarado e dito, referindo-se ao pão: Isto é o meu corpo, quem ousará jamais duvidar? Havendo Cristo declarado e dito: Este é o meu sangue, quem ousará jamais dizer que não é esse seu sangue?” (Catechesis mystagogica, LXXXVI, 2401); e ainda São Cirilo de Alexandria, comentando texto análogo ao de Lucas que está em Mateus, fala: “(…) Porque o Senhor disse mostrando os elementos: Isto é meu corpo, e Este é o meu sangue, para que não imagineis que o que ali aparece é uma figura, senão para que saibas com toda segurança que, pelo inefável poder de Deus onipotente, as oblações são transformadas real e verdadeiramente no corpo e sangue de Cristo; e que ao comungar delas recebemos, a virtude vivificante e santificadora de Cristo.” (Cirilo de Alexandria, Comment. In Math. XXVI, 27).

Que nestes tempos atuais, tão confusos, cheios de relativismos e ambigüidades, possamos de novo, com os joelhos e o coração genuflexos, manifestar nossa fé nesta verdade tão antiga e tão atual: “A Eucarista é a presença real de Cristo em meio ao seu povo, para alimentá-lo e conduzi-lo aos prados eternos; é seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade; e, como diz a Oração Eucarística IV, é sacrifício que agrada o Pai e “salvação do mundo inteiro”!

Pe. Cosme Navarro

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Atenção para os horários para a celebração da solenidade de Corpus Christi:

22/6 (Quarta-feira) – Durante a noite, concentração para confecção dos tapetes em diversos pontos de Manilha. Contamos com a colaboração de todos!

23/6 (Quinta-feira) – Missa às 08h00 no CIEP 453, na Avenida Prefeito Milton Rodrigues da Rocha, seguida de procissão até a Paróquia.
Missa também às 19h00, na Paróquia.

 

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